Certo de que faz um bom tempo que não posto nada no blog (pra ser exato, 2 meses), mas há um motivo, pelo qual compartilho hoje: a faculdade.
Não, não está tão corrido (por enquanto); passou um mês (dia 6) que estou lá, e não preciso dizer o quanto estou amando. No dia 09 de abril do ano passado, fiz um post referente alguns cursos de fotografia que conhecia: desde os livres, técnicos até os tecnólogos e bacharéis. Porém não esperava fazer faculdade de fotografia. Na área fotográfica, não há necessidade de ter uma faculdade para conseguir um emprego (fato, até um professor disse o mesmo na 1ª ou 2ª semana de aula), pois eles não vão ver se você tem ou não um certificado (se bem que, para estágio, um certificado ajuda e muito), mas sim sua capacidade de fazer uma foto, uma composição fotográfica entre outros fatores.
Por que resolvi fazer faculdade?
Meu pai sonhava em me ver na faculdade. Demorei muito para entrar, mas consegui. Não que a prova fosse dificil, isso é questão de estudar. Mas eu retulei quanto à fazer ou não fazer a faculdade, pois como disse no começo, não há necessidade de ter uma faculdade nessa área. Mas não me arrependo de estar cursando fotografia. Faço a faculdade principalmente por ele, que infelizmente não pôde me ver realizar esse sonho.
Em 2007, quando fiz um curso técnico de fotografia, um professor disse no começo e no término do curso: “não parem de estudar fotografia. Vocês não podem se limitar aqui. A fotografia está em constante evolução. Acabou aqui, faça outro curso. Renove-se.” Não foi exatamente nessas palavras, mas esse foi outro motivo que me motivou a fazer o bacharel (sim, serão 4 anos). Ler revistas, livros, participar do fotoclube e das saídas fotográficas me ajuda e muito a ter uma melhor visão de como quero fotografar, daquilo que quero fotografar, registrar, mas ainda é pouco. Nunca imaginei ter aulas de Sociologia na fotografia, ou sobre a cultura da imagem, com uma antropóloga. Já pensou em fazer um simples desenho, para poder observar a relação de espaços? Pois é, e essa é a matéria de estrutura da linguagem visual.
Se foi pela demora em escolher cursar fotografia (em 2006 pensei fazer Ciência da Computação, mais tarde pensei em Design Gráfico, e a Fotografia em si eu só continuei a empurrar com a barriga por causa das indecisões), essa é certeza que não vou parar no meio do caminho. Para muitos, é as 1000 maravilhas começar algo, mas para terminar, concluir, é um sacrifício. Lembre-se: não importa como você começou alguma coisa; o que importa é como você vai acabar. Ou seja (na minha concepção): escolhi fazer a faculdade pra desistir lá na frente? Não. Mesmo que não fosse o curso em si, mas qualquer outro: seja um curso de inglês, de informática, a academia, um regime, um livro… eu sou muito assim: se eu comecei, eu vou até o fim. E não vou sossegar (ou relaxar) até concluir.
E para concluir, faço isso de coração. O que adianta escolher certa área só porque o dinheiro pode vir mais rápido? Ou porque parece ser mais fácil ingressar no mercado de trabalho? Um outro professor disse: só os melhores sobrevivem na área. A fotografia virou algo banal, comum. Hoje todos querem ser fotógrafos. Estou dando o melhor de mim (há pessoas que acham que sou muito estudioso. Não, não sou. Mas estou me esforçando pra ser, já que minha professora de inglês sabia muito bem o quanto eu não gostava de ler. E digo isso porque recebemos muitos livros para ler). Não vou me limitar, e também não quero desvalorizar a fotografia. Estou aprendendo, crescendo, e quero ampliar meu campo de visão, meu campo visionário.
Este é apenas um compartilhamento daquilo que estou conquistando. Não sou melhor que ninguém, mas estou me esforçando para melhorar – não acima de ninguém, pois sei que vou aprender (e muito) com outras pessoas, assim como, espero eu, poder compartilhar com os outros o melhor de mim.








